terça-feira, 22 de maio de 2012

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Perder. Não perder ao invés de ganhar. Perder de verdade. Esse é o maior Medo. E cruel como gosta de ser, imobiliza. Ou pior. Move pra trás. Faz incapaz. Ou capaz do que não se quis. Saber o que não é, e ver onde não há. É ficar por um triz. E fingir deixar pra lá.

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Começa com um piano pausado
Quebrado e cheio de ritmo
O olho fecha e o pescoço balança de um lado pro outro
A boca faz "tssssss'' involuntariamente
A cabeça esvazia, mas o coração se enche
O movimento que eu nem tento segurar desce pros braços, pernas
Pode gritar que eu não vou ouvir!
Saí! Tô longe!
Sentindo essa leveza, mergulhando nesse nada que podia ser tudo...

...
...

E de repente vem aquele agudo rouco...
Começo a voltar aos poucos - mesmo sem querer...
E é na frase suave (quase um sussuro) que o piano se cala
E eu percebo que ainda tô aqui.


Tudo já passou
Só eu que continuo aqui
Sentado esperando você passar
Tudo terminou, e nada trouxe você aqui
Eu continuo esperando você passar
Vai, pense bem,
Vem, vê se não vai
Deixar que o tempo apague
As páginas mais coloridas desse livro azul
Que eu ainda não terminei
Ficar atrás de uma colina de saudade
Uma noite na cidade
Uma noite sem você
O mundo mudou
Só eu que continuo assim
Assistindo a vida passar
Espero que você pense em um dia voltar
Com as mãos cheias de dedos para me agarrar
Vai, pense bem,
Vem, vê se não vai
Deixar que o tempo apague
As páginas mais coloridas desse livro azul
Que eu ainda não terminei
Ficar atrás de uma colina de saudade
Uma noite na cidade
Uma noite sem você

Pense bem - Vera Loca

sábado, 20 de novembro de 2010

Querida surpresa

Sexta-feira, sempre a mesma coisa.
17:59 e... LIVRE!
"Não, ainda tem aula."
A única coisa que essa sexta-feira teve de atípica foi que eu me revoltei com ela.
Não aconteceu nenhuma tragédia, nada fora do comum.
Eu tava cansada da semana e me mandaram um e-mail inofensivo, quase um toque - mas, naquela sexta-feira, as 17:30, aquele e-mail foi a gota d'água.
Saí correndo, pra variar.
"Tenho que pegar o trem."
Pra quem nunca pegou o trem das 18:20 eu explico: não importa se é grávida, velho, se não tem uma perna...
É uma selva. Não duvido que algum dia dê merda... As pessoas perdem os escrúpulos por um lugar pra sentar.
Ainda mais na sexta-feita.
Era semana de Feira do Livro. Sinceramente, depois que eu comecei a "ter" que passar por ela todo o dia, perdeu a graça.
Passei correndo no meio da feira pra cortar caminho e achei um espaço que, se não me engano, se chamava "Nossa Porto Alegre" ou "Querida Porto Alegre"... Não sei. Eu tava correndo e minha memória é uma merda.
A questão é que eu, não sei por que, resolvi parar.
Era uma parede cheia de bilhetinhos de pessoas que passaram por ali.
Achei que ia encontrar só palhaçada escolar, tipo "Fulano 100% alguma-coisa-idiota" (acho que tô ficando velha...).
Enfim, não era nada disso (claro).
A maioria das mensagens falava de preservação ambiental, política...
Tinha o clichê de uma guriazinha de 7 anos "Cuide da nossa cidade, não jogue lixo na rua".
Tão bonitinha a letra da guria... Não precisava o idiota do pai mandar a guria assinar "Fulana, 7 anos."
Ia ser fofo de qualquer jeito.
Viu ? Quando eu digo que sou chata é verdade.
No meio daquele monte papelzinho colorido, encontrei uma letra conhecida.
Nem precisei ver a assinatura, a frase era a cara da pessoa.
Não, eu não lembro qual era a frase!

Eu fiquei tão feliz de ter encontrado aquilo... Como se fosse um tesouro perdido, sei lá.
Pode parecer idiota, mas fazer o que, senti mesmo.
"Vou me atrasar pra aula..."
No reflexo de sair correndo, vi uma barraca de prova daqueles sucos AdeS, de soja.
Mesmo sabendo que o troço é horroroso, eu fui e bebi.
Botei metade fora.
No lixo.
Quando encontrei o lixo,  ouvi na barraca de Concertos Zaffari uma "orquestra" de 5 pessoas tocando "She Loves You".
Parei pra ouvir, claro!
Adorei não só a música, mas as pessoas que, na correria e no cansaço de uma sexta-feira, pararam pra ouvir e dançar no meio da rua.

Depois a vida seguiu seu curso natural. Cheguei na aula e contei:
"Encontrei um bilhetinho adivinha de quem?"
Chute, chute, chute. Não acertou.
"Da Mariiii!" - quase saltitante.
Em meio a risos debochados:
"E tu ficou tri faceira, né ?"

Hehe. Nada como alguém conhecer a gente ^^

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não existe um jeito não-clichê de começar a falar de amor.
Eu tentei, mas é difícil!

Quando a gente pára e lembra daqueles momentos de ternura,
dos olhares apaixonados e das histórias cheias de graça,
é impossível não ficar com um sorriso besta na cara.
E ao escrever, esse sorriso abobado fica também muuito visível!
Por isso eu desisti (temporariamente) de procurar maneiras alternativas de escrever sobre o amor.
Quanto mais eu me esforço, mais eu uso os bordões!

A vontade de ficar junto em tempo integral, a vozinha de retardada no telefone...
Andar na rua escolhendo casa, brigando porque um quer adesivo de parede e o outro não...
Passar o dia deitado ao invés de ir pra Redenção...
Olhar House ao invés de jogar PES...
Ganhar um Ouro Branco, ou uma figurinha da Copa...

Quanto mais os dias passam, mais eu fico chata. Mais eu fico de saco cheio de tudo.
Mas cada vez que olho aquele olhinho puxado e beijo aquela boca perfeita,
mais vontade de viver eu sinto!
Tudo de ruim some.
Só quero ficar naquele abraço pra sempre!