Não existe um jeito não-clichê de começar a falar de amor.
Eu tentei, mas é difícil!
Quando a gente pára e lembra daqueles momentos de ternura,
dos olhares apaixonados e das histórias cheias de graça,
é impossível não ficar com um sorriso besta na cara.
E ao escrever, esse sorriso abobado fica também muuito visível!
Por isso eu desisti (temporariamente) de procurar maneiras alternativas de escrever sobre o amor.
Quanto mais eu me esforço, mais eu uso os bordões!
A vontade de ficar junto em tempo integral, a vozinha de retardada no telefone...
Andar na rua escolhendo casa, brigando porque um quer adesivo de parede e o outro não...
Passar o dia deitado ao invés de ir pra Redenção...
Olhar House ao invés de jogar PES...
Ganhar um Ouro Branco, ou uma figurinha da Copa...
Quanto mais os dias passam, mais eu fico chata. Mais eu fico de saco cheio de tudo.
Mas cada vez que olho aquele olhinho puxado e beijo aquela boca perfeita,
mais vontade de viver eu sinto!
Tudo de ruim some.
Só quero ficar naquele abraço pra sempre!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sabe, eu sou uma pessoa que se cansa muito rápido da rotina. A merda é que esse espírito livre vive em conflito com meu lado pé no chão que quer casar, ter filhos e uma vida boa, tranquila.
E isso causa uma aflição desgranida.
Mas isso em casos extremos de TPM, ou de algum louco me xingando no trabalho. Nada demais.
Nada que um chocolate não resolva.
O que me incomoda mais na rotina, não é ela.
É o fato de eu me acostumar com ela.
É perceber que eu to saindo de casa sempre no mesmo minuto, sentando no mesmo lugar do ônibus, andando pelas mesas ruas, olhando as mesmas vitrines.
É me dar conta de que minhas pernas vão automaticamente pro mesmo lugar, e que eu não percebo NADA ao meu redor que não seja um carro que possa me atropelar.
Podem achar estranho, tosco, o que quiserem.
Mas, assim como eu sei que tem gente que se identifica com esse meu conflito existencial, também tem gente que acha soluções toscas pra não acabar pirando.
Foi muito simples e deu um resultado surpreendente!
Não planejei; Caiu a ficha do nada! (em um dos poucos momentos em que minha cabeça fica vazia!)
Por aquele mesmo caminho chato, eu comecei a olhar direto no olho de todas as pessoas que passavam por mim. (Pra quem não sabe, eu tenho um desvio de visão, chamado estrabismo. É leve. Charmoso. E me ajuda a ver o pastel e a coca ao mesmo tempo; ou seja, eu olhei muitos olhos MESMO!)
E como eu fiquei feliz!
As pessoas não entenderam, claro.
As mulheres acharam estranho, no mínimo.
Algumas crianças gostaram.
Outras botaram a língua.
Só depois que cheguei perto da parada é que me dei conta.
Só o fato de ter sido vista, e ter visto as pessoas DE VERDADE, não só vultos, me fez sentir mais viva.
E eu acho que só com essas minhas loucuras é que eu consigo manter equilíbrio sobre o que eu quero agora, e o que eu tenho que fazer agora, pra ter o que eu quero depois.
Então eu achei bacana escrever, porque escrever me ajuda também.
E se alguém ler, pode ajudar esse alguém também.
E aí vai ser mais bacana ainda.
Quem sofre do mesmo mal que eu, sabe bem o quanto é difícil lidar com isso.
É um eterno conflito interno.
Nunca sei 100% o que eu quero.E isso causa uma aflição desgranida.
Mas isso em casos extremos de TPM, ou de algum louco me xingando no trabalho. Nada demais.
Nada que um chocolate não resolva.
O que me incomoda mais na rotina, não é ela.
É o fato de eu me acostumar com ela.
É perceber que eu to saindo de casa sempre no mesmo minuto, sentando no mesmo lugar do ônibus, andando pelas mesas ruas, olhando as mesmas vitrines.
É me dar conta de que minhas pernas vão automaticamente pro mesmo lugar, e que eu não percebo NADA ao meu redor que não seja um carro que possa me atropelar.
Podem achar estranho, tosco, o que quiserem.
Mas, assim como eu sei que tem gente que se identifica com esse meu conflito existencial, também tem gente que acha soluções toscas pra não acabar pirando.
Foi muito simples e deu um resultado surpreendente!
Não planejei; Caiu a ficha do nada! (em um dos poucos momentos em que minha cabeça fica vazia!)
Por aquele mesmo caminho chato, eu comecei a olhar direto no olho de todas as pessoas que passavam por mim. (Pra quem não sabe, eu tenho um desvio de visão, chamado estrabismo. É leve. Charmoso. E me ajuda a ver o pastel e a coca ao mesmo tempo; ou seja, eu olhei muitos olhos MESMO!)
E como eu fiquei feliz!
As pessoas não entenderam, claro.
As mulheres acharam estranho, no mínimo.
Algumas crianças gostaram.
Outras botaram a língua.
E, pra não ter maiores problemas, não olhei para os homens.
NENHUM, tá!
A questão é que nem eu sabia o porquê de estar fazendo aquilo.Só depois que cheguei perto da parada é que me dei conta.
Só o fato de ter sido vista, e ter visto as pessoas DE VERDADE, não só vultos, me fez sentir mais viva.
E eu acho que só com essas minhas loucuras é que eu consigo manter equilíbrio sobre o que eu quero agora, e o que eu tenho que fazer agora, pra ter o que eu quero depois.
Então eu achei bacana escrever, porque escrever me ajuda também.
E se alguém ler, pode ajudar esse alguém também.
E aí vai ser mais bacana ainda.
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