domingo, 12 de julho de 2009

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Como é difícil lidar com as palavras!
Como traduzir o arrepio causado pela leve respiração no ouvido ?
Como transformar em letras a sensação de ser tocado não só na pele,
mas na alma ?
Como se fazer entender quando o mais íntimo dos sentimentos nos torna mais do que somente gente ?
Quando a razão foge, quando a única coisa capaz de nos guiar
é o instinto...
Os mais obscuros desejos unidos num único momento de completa harmonia e paz.
Quando não há o pensar, apenas o existir.
Como se a vida só fisesse sentido por estarmos ali.
O único instante em que tudo some, só o que permanece é a essência;
praticamente só o espírito...
O único instante em que somos somente nós.
Sem máscara, sem pensamentos, sem preocupações...
Somente nós. Na mais pura das verdades.
Unidos à mesma alma, aos mesmos reflexos, ao mesmo corpo,
à mesma batida.
Ao tocar, sentir, beijar, ouvir...
Amar já parece pouco.

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